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Com preços de até R$ 11 mil por metro quadrado, setores vizinhos ao Marista e Bueno atraem novos investimentos e prometem ser os próximos redutos nobres da capital
Luana Cardoso
15 de abril de 2026
O mercado imobiliário de Goiânia vive um momento de forte expansão, movimentando cerca de R$ 8 bilhões anuais. Enquanto o Setor Marista consolidou sua posição com o metro quadrado mais caro da cidade, atingindo R$ 13.326, uma nova dinâmica começa a redesenhar o mapa da valorização urbana. Com os preços elevados dos setores tradicionais, como o próprio Marista, o Setor Bueno (R$12.800/m²) e o Jardim Goiás (R$ 12.900/m²), a atenção de incorporadoras se voltam agora para bairros vizinhos para atender o consumidor médio.
Especialistas apontam cinco setores como as grandes promessas para os próximos anos: Parque Amazônia, Pedro Ludovico, Serrinha, Jardim América e Nova Suíça. Embora alguns já estejam com o metro quadrado em escalada, eles ainda são vistos como alternativas em desenvolvimento quando comparados ao "eixo de ouro" da capital.
Oportunidade e Localização Estratégica
A ascensão dessas regiões não é por acaso. O principal motor é a proximidade geográfica com os centros de maior desejo, o que permite que esses bairros absorvam a demanda excedente de quem busca infraestrutura sem pagar o preço máximo do mercado.
De acordo com o especialista Ronaldo Dantas, sócio-fundador da My Broker, a média de preços nessas localidades varia conforme o perfil do empreendimento. “Existem opções de R$ 8 mil e, dependendo do projeto, já chega em R$11 mil o m², em média”, afirma Dantas.
Mudança no Plano Diretor impulsiona verticalização
Além da localização, fatores regulatórios foram determinantes para essa nova onda de lançamentos imobiliários. A atualização das normas urbanísticas permitiu que áreas antes horizontais passassem a receber edifícios residenciais.
Ronaldo Dantas explica que essa mudança transformou o perfil dessas regiões. “Com a mudança do plano diretor da cidade, muitos lugares que não permitiam a verticalização passaram a ser permitidos, se tornando uma opção mais realista para quem deseja morar em uma localização estratégica”.
A chegada de novos prédios desencadeia um ciclo econômico positivo. A maior densidade populacional atrai automaticamente novos comércios, conveniências e serviços, elevando o status da região. “Isso vai levar mais moradores, consequentemente mais comércio e conveniência, gerando um ciclo de desejo da região”, complementa Ronaldo.
A "janela de oportunidade"
Para quem observa o mercado com olhos de investidor, o cenário atual é visto como o momento ideal para entrada. A expectativa é que, em poucos anos, a diferença de preço entre esses setores e os líderes do ranking diminua drasticamente devido à valorização contínua, que chegou a dobrar o valor médio do metro quadrado na capital entre 2021 e 2025.
Ronaldo define o atual estágio desses cinco bairros como um ponto de inflexão para ganhos futuros. “Esse momento é o que conhecemos como janela de oportunidade: a percepção antecipada de que uma região está em ascensão, proporcionando valorização para quem adquire hoje”, conclui o especialista. Com a previsão de queda nas taxas de juros em 2026, a tendência é que a demanda por esses imóveis se intensifique, consolidando-os como os novos endereços nobres de Goiânia.
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