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Diante da alta global do petróleo, setor de construção civil em Goiás aciona estratégias de antecipação de compras para frear repasse ao consumidor final
Gracielly Oliveira
30 de março de 2026
Os conflitos no Oriente Médio já duram três semanas e o cenário começou a redesenhar a economia da construção civil no coração do Brasil. Em Goiás, o impacto é sentido na ponta da cadeia: do aumento imediato nos insumos derivados de petróleo à logística de entrega, que enfrenta a pressão da alta do diesel e a escassez de mão de obra qualificada.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) já acumula alta de 1,77% nos três primeiros meses deste ano. Para o mercado goiano, o desafio é dobrado. O estado é considerado um polo logístico terrestre e a variação dos combustíveis impacta diretamente no custo por metro quadrado da construção civil, tanto na capital quanto no interior.
Segundo o diretor de Inteligência de Negócios e Negociação da Rede da Construção, Divino Lindomar dos Reis, o valor do combustível impacta diretamente, mas a falta de mão de obra também é um fator limitante. “O diesel representa hoje cerca de um terço do custo total da entrega. Somado a isso, o setor enfrenta uma crise de mão de obra para motoristas e ajudantes, tornando a operação logística um dos maiores gargalos para 2026”, destaca Divino.
Produtos essenciais na construção civil como tubulações de PVC, tintas, solventes e mantas impermeabilizantes dependem da cadeia petroquímica e sofrem reajustes globais. Além disso, a instabilidade no fornecimento de aço e acabamentos de luxo provenientes de potências industriais como Turquia e Irã acende um alerta para o mercado imobiliário de alto padrão em Goiânia.
O comitê de inteligência da Rede da Construção trabalha para minimizar o impacto no bolso do consumidor goiano. Hoje, a Rede reúne 73 lojas em 47 municípios em Goiás e realiza reuniões quinzenais com os associados para análise de cenários e tomada de decisões estratégicas. Segundo o setor responsável pelas compras da Rede da Construção, a orientação é antecipar a compra dos estoques. "Avisamos todos os associados para anteciparem as compras diante dos aumentos anunciados pelas indústrias. É uma forma de garantir que o cliente final não seja pego de surpresa por falta de alguns produtos e também pelos valores altos, que podem interferir no valor final da obra", pontua Divino.
Desafios Logísticos em Goiás
Apesar do cenário externo turbulento, as projeções da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) para a construção civil brasileira seguem resilientes, com previsão de crescimento de 2% para 2026. A palavra de ordem no setor, contudo, passa a ser eficiência e planejamento rigoroso de orçamentos.
Gracielly Oliveira - Comunicação Sem Fronteiras - Assessora de imprensa da Rede da Construção - 62-98545-0063.
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