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Empresa investe na diversidade etária em sua equipe

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Dos jovens da geração Z aos baby Boomer com mais de 60 anos: enquanto para muitos a diferença de idade pode significar conflitos geracionais, incorporadora FGR, em Goiás, mantém quatro grupos geracionais diferentes em suas equipes

 

Anderson Costa

22 de maio de 2026

Embora muito se fale ultimamente sobre a diferença entre gerações, essa discussão acontece há séculos, sendo um processo natural na humanidade. Ao longo da história, a evolução do conhecimento vem gerando mudanças de  pensamento e de costumes. Mas essas mudanças comportamentais que, em muitos casos, geram conflitos. 

 

De acordo com o último Relatório GPTW - Tendências em Gestão de Pessoas 2026, divulgado em fevereiro último, 56,2% das empresas participantes do levantamento apontaram dificuldades em lidar com as diferentes gerações no ambiente de trabalho. Em 2024, quando a consultoria da GPTW passou a mapear o tema, 51,6% das empresas afirmaram ter dificuldades com a gestão de conflitos geracionais. 

 

Mas, se as diferenças entre as gerações são esperadas e inevitáveis, por que resistir a elas? Enquanto para muitas empresas tem dificuldades em manter em seu quadro de colaboradores das gerações Y (de 30 a 44 anos), X (45 a 60 anos), Z (de 15 a 29 anos) e os Baby Boomer (61 a 79 anos), uma empresa goiana vem desenvolvendo uma política que estimula esta mistura, com intenção de extrair o melhor de cada geração.

 

 “Atuamos para integrar diferentes perfis por meio do desenvolvimento de lideranças, programas de capacitação e fortalecimento da cultura organizacional. Nosso foco é criar um ambiente colaborativo, onde experiência e inovação se complementam”,  explica Rafael Carlos Gonçalves, especialista em gestão de pessoas e coordenador da área de Recursos Humanos da FGR Incorporações, uma das maiores do Centro-Oeste, com quase mil colaboradores diretos.

 

Rafael Carlos aponta como a principal vantagem de se ter uma equipe formada por diferentes gerações a complementaridade de competências e perspectivas. “Profissionais mais jovens tendem a trazer energia, visão atualizada, maior familiaridade com as novas tecnologias e abertura para inovação, contribuindo com novas formas de pensar e executar. Já por outro lado, os profissionais mais experientes agregam maturidade, visão prática, capacidade de gestão sob pressão e profundo conhecimento do negócio, sendo fundamentais para a tomada de decisão e formação de novos talentos”, esclarece. 

 

Para o especialista, “quando bem integradas, essas diferentes gerações potencializam os resultados da empresa, promovendo um ambiente mais inovador, equilibrado e preparado para os desafios do presente e do futuro”. A empresa conta atualmente com quase mil colaboradores, cuja média de idade é de 33 anos.

 

Com a palavra, os jovens

Prestes a completar um ano como colaboradora efetiva da FGR, no próximo mês de maio, a assistente financeira Ruth Raianny dos Santos, de 29 anos, afirma que trabalhar com pessoas de diferentes gerações, em especial as mais experientes, é sempre uma experiência muito gratificante. “Nesses colegas que têm mais experiência de empresa e de vida, eu admiro especialmente o poder de resiliência deles e a paciência. Percebo que se estão a tanto tempo na empresa e ainda prestando um excelente serviço não é à toa”, afirma.

 

Com 26 anos de idade e quase três anos e meio trabalhando como analista financeira no Departamento Financeiro da FGR, Larissa Emanuele Silva Rodrigues avalia como extremamente enriquecedora a convivência com colegas de diferentes gerações no trabalho. Ela percebe que, além de ensinar, também estão sempre abertos a aprender. “Às vezes você tem aquela ideia de que aqueles seus colegas mais antigos e com mais experiência acham que sempre sabem mais do que os mais novos, mas aqui na FGR não temos isso, o que há sempre é essa troca de experiências e de conhecimento”, diz.

 

Com a palavra, os experientes

Dos 66 anos de vida da contadora Hilda Martins, 40 foram dedicados à FGR, empresa onde segue trabalhando com muito orgulho em ser uma das mais antigas entre os mais de 980 colaboradores da empresa. Ela conta que começou a trabalhar para a incorporadora já durante a sua criação e hoje ocupa o cargo de gerente administrativo e financeiro. “Para mim, essa interação com pessoas de outra geração, é uma troca maravilhosa. Tenho 66 anos, mas aprendo demais com esses jovens com quem eu convivo na empresa. E ao mesmo tempo, como pessoa experiente na empresa e na vida, tento passar essa confiança que a empresa nos inspirou a ter, mesmo frente às dificuldades que surgem”, afirma Hilda.

 

Trabalhando na FGR há 38 anos, o veterano Sérgio Pereira da Silva conta que vira e mexe encontra jovens colegas de trabalho que se espantam com o tempo de empresa que tem, que não raramente é maior que anos de vida deles. “Quando eu falo que tenho 38 anos de empresa, e muitos me respondem “nossa, eu tenho 25 anos de idade” ou então dizem ‘meu Deus eu tenho 35 anos de idade, e você já estava trabalhando aqui’”, relata.

 

Mas para o veterano, a relação com coletas de trabalhos de outras gerações é sempre tranquila, principalmente quando há um ingrediente básico, segundo ele: respeito. “Acredito que os jovens que estão entrando, que vêem a história que você teve na empresa, que você ajudou a construir, ele te respeita. E nós, mais experientes, respeitamos da mesma maneira esse jovem. Inclusive, acho que isso é o diferencial da FGR: o respeito, tanto de quem está entrando, quanto de quem está na empresa há vários anos. É algo que vem desde os sócios-fundadores, passa pelos diretores, gerentes, coordenadores até a função mais básica”, afirma Sérgio.

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