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Mercado imobiliário em Portugal segue atrativo para investidores internacionais, mas exige estratégia mais seletiva

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Crescimento econômico acima da média europeia e forte procura sustentam interesse estrangeiro, embora mercado entre em fase de maior maturidade

Assessoria de imprensa

24 de março de 2026

Portugal continua apresentando indicadores macroeconômicos considerados favoráveis no contexto europeu, mantendo-se como um destino relevante para investidores internacionais. Projeções do Banco de Portugal indicam que o crescimento do Produto Interno Bruto deve ficar em torno de 2,3% em 2026, após cerca de 2,0% em 2025, em um cenário de inflação moderada. No conjunto da zona do euro, as estimativas do Banco Central Europeu apontam para expansão econômica de aproximadamente 1,2% em 2026, com inflação média próxima de 1,9%, o que mantém Portugal com desempenho relativo acima da média europeia.

Conforme Filipa Palma, advogada internacionalista do Ambiel Bonilha Advogados com atuação em Portugal, esse diferencial ajuda a manter o país no radar de investidores estrangeiros. “Quando analisamos os indicadores macroeconômicos e a estabilidade institucional, Portugal continua se destacando no cenário europeu. O crescimento acima da média da zona do euro reforça a percepção de segurança e previsibilidade para investidores internacionais”, afirma.

O ambiente de taxas de juros também influencia a dinâmica econômica. Em fevereiro de 2026, o Banco Central Europeu manteve a taxa da facilidade permanente de depósito em 2,00%, a taxa das operações principais de refinanciamento em 2,15% e a taxa da facilidade permanente de cedência de liquidez em 2,40%. Em Portugal, a taxa média dos novos créditos imobiliários ficou em cerca de 2,83% no início de 2026, de acordo com o Banco de Portugal, refletindo uma redução em relação ao ano anterior e contribuindo para a reativação gradual do crédito e da demanda interna.

No mercado imobiliário, os dados mais recentes apontam para um crescimento significativo dos preços da habitação. Informações do Banco de Portugal indicam que, no terceiro trimestre de 2025, os preços dos imóveis registraram uma variação anual de aproximadamente 17,7%, muito acima da média observada na União Europeia, que ficou em torno de 5% no mesmo período. “Esse diferencial evidencia a forte demanda que continua caracterizando o mercado português, impulsionada por fatores como o turismo, a procura internacional e a escassez estrutural de oferta de moradia”, explica a advogada.

As principais consultorias globais também apontam para a continuidade do interesse no país. A CBRE estima que o volume de investimento em imóveis comerciais em Portugal possa atingir cerca de 2,4 bilhões de euros em 2026, mantendo níveis historicamente elevados de atividade. Já a JLL indica que o investimento imobiliário no país chegou a aproximadamente 2,8 bilhões de euros em 2025, crescimento de cerca de 21% em relação ao ano anterior, sendo que 70% do capital investido teve origem internacional. Números semelhantes são apresentados pela Cushman & Wakefield, que estima um volume de investimento próximo de 2,85 bilhões de euros no mesmo período.

Apesar desse cenário positivo, especialistas avaliam que o mercado português entrou em uma nova fase. “O forte crescimento de preços observado na última década levou a uma valorização significativa em algumas regiões, principalmente em Lisboa, Porto e Algarve. Isso significa que o investimento deixou de ser um movimento de valorização rápida e generalizada e passou a exigir uma análise estratégica mais cuidadosa”, afirma Filipa.

Ainda assim, Portugal continua reunindo características atrativas para investidores estrangeiros, incluindo estabilidade política e jurídica, integração ao mercado europeu e forte demanda nos setores residencial, turístico e logístico. “Para investidores brasileiros, há ainda fatores adicionais relevantes, como a proximidade cultural e linguística e a possibilidade de diversificação patrimonial em uma economia inserida na zona do euro”, acrescenta a especialista.

Para Filipa, o país continua oferecendo oportunidades relevantes, sobretudo para estratégias de longo prazo. “Hoje, o investimento imobiliário em Portugal tende a ser visto mais como uma forma de preservação de capital, geração de renda estável e diversificação internacional do que como uma aposta em valorização especulativa de curto prazo”, conclui.

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